quinta-feira, 23 de novembro de 2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Deleuze, sempre maravilhoso !!!

"O verdadeiro charme das pessoas reside em quando elas perdem as estribeiras, quando não sabem muito bem em que ponto estão. Não são pessoas que desmoronam, pelo contrário, nunca desmoronam. Mas se não captar a pequena marca de loucura de alguém, não pode gostar desse alguém. É exatamente este lado que interessa. E todos nós somos meio dementes. Se não captar o ponto de demência da pessoa, eu temo que... aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte do seu charme. "
[Gilles Deleuze - in: L'abécédaire]
Foto: Gilles Deleuze e Fanny Deleuze, 1969

domingo, 19 de novembro de 2017

O vigor do tantra !!!!

Quando os Zangões acasalam com a Abelha Rainha, eles tem um orgasmo tão poderoso que seus pênis explodem, matando o macho e deixando suas genitais dentro da Rainha. A explosão é tão poderosa que podemos ouvi-la...


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

" Amanhecer: o mais antigo
sinal de vida sobre a terra.
Amanhecer: ainda o mais novo
sinal de vida sobre a Terra.
Amanhecer e vida humana
se entrelaçam na mesma luz."

Carlos Drummond de Andrade


Compartilhado do FB página Eu, nós e as palavras



Amanhecer. Amanhe-Ser a todo Instante, aspirando oxigênio das manhas de cada amanhã. Amanhecer e terno Devir.     Gildo Fonseca

sábado, 11 de novembro de 2017

Amada Clarice

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Texto de Clarice Lispector - A paixão segundo G.H.
Tela de Mihai Criste.

Não existem fatos, somente interpretações.

Nietzsche.


sábado, 4 de novembro de 2017

Uma nova Consciência


A matéria no link abaixo é simplesmente fantástica. Coloquei o endereço porque é muito longa embora fascinante.

Sugiro clicar em cima do endereço ou copiar e colar na barra de endereços do seu navegador.

Foi compartilhado do FB página de Manuel Lourenço



https://www.theepochtimes.com/uplift/a-new-theory-of-consciousness-the-mind-exists-as-a-field-connected-to-the-brain_2325840.html

A Náusea

É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso me assusta. Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… e subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi.
A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.” – Sartre (A Náusea – 1931)



Quem tem medo de Virginia Woolf

“A nossa vida é uma incerteza. Um cego que revoluteia no vazio em busca de um mundo melhor cuja existência é apenas uma suposição.” 

Virginia Woolf

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"Eu tenho à medida que designo - este é o esplendor de se ter uma linguagem. Mas eu tenho muito mais à medida que não consigo designar. A realidade é a matéria prima, a linguagem é o modo como vou buscá-la - e como não acho. Mas é do buscar e não achar que nasce o que eu conhecia, e que instantaneamente reconheço. A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho que ir buscar e pro destino volto com as mãos vazias. Mas - volto com o indizível. O indizível só me poderá ser dado através do fracasso de minha linguagem. Só quando falha a construção, é que obtenho o que ela não conseguiu"
(A Paixão Segundo G.H.) Clarice Clarice Lispector
Partagé ...Cristina Costa - Compartilhado do FB Literatura y Psicoanalisis

No Caminho das Soluções....

(Hércules remove cerberus das portas do inferno-Johann Köler)

domingo, 29 de outubro de 2017

Sou como você me vê...posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdoo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre...Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Clarice Lispector


sábado, 28 de outubro de 2017

Julgamentos

Qualquer explicação será sempre um olhar, um singular, solitário e inexoravelmente relativo ponto de vista.

Gildo Fonseca


O inexorável elixir da audácia oxigeniza, embriaga, alucina e embala a Consciência em trânsito em suas apalpadelas no Devir.

Gildo Fonseca.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

domingo, 22 de outubro de 2017

Embriague-me, por favor !!!!!

"O significado da náusea, mais transtornante do que a angústia, não é, porém, a simples descoberta da existência, como fato irredutível, absoluto. É, ao mesmo tempo, a descoberta de que esse fato é contingente, totalmente gratuito, reduzindo-se ao Absurdo que nenhuma razão, nenhum fundamento podem eliminar. Embebida no Absurdo, a consciência descobre-se supérflua, irrelevante e, sua liberdade, paralisada, apenas esboça uma recusa, uma reação de fuga, como nas emoções violentas, que se manifesta então pelo desejo de vomitar: náusea.
Esse aspecto físico de náusea existencial deriva de duas circunstâncias. Primeiro, a existência revelada apresenta-se "in-concreto". É algo latejante e animado na matéria física e nos organismos vegetais ou animais: suas qualidades não são apenas atributos da matérias, mas verdadeiras qualificações ontológicas (as raízes são massas monstruosas e moles etc). Segundo, essa presença sensível, excessiva, saturante, do ser em-si (en-soi), associada à capacidade de proliferação indefinida do orgânico, engurgita a consciência, forçada a experimentar-se não como consciência situada no corpo, mas como floração carnal, tão existente como a carne áspera da raiz penetrando a terra ou a carne mole da cobra que dorme ao sol.
A raíz da árvore, a cobra, o homem, participam da mesma contingência absurda e inumana, do mesmo crepitar da existência indefinida que se propaga de ser a ser, numa vitalidade indiferente aos nossos projetos. Violentada por aquilo que não pode compreender, paralisada em sua liberdade, não podendo negar ou transcender essa revelação do Absurdo, a consciência decai. Enquanto dura a náusea, faz-se carne e organismo, e acumpliciando-se com a existência anônima, experimenta a suprema repugnância pelo mundo. A náusea é o seu modo absurdo de repelir a fascinação do Absurdo que forma o mundo insuportável e repelente ("avenglante indecence").
A náusea, assim descrita, é o momento excepcional, privilegiado, por que passam os personagens de Clarice Lispector nas crises decisivas."
De: Benedito Nunes sobre Sartre, Heidegger e Lispector em Náusea e Angústia.

sábado, 21 de outubro de 2017

"melancolia". (2012)_
Bronze por Albert Gyorgy. Roménia _
Localizado em Genebra / Suíça


Compartilhado do FB página SculpLovers

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Deleuze

"Criar para si um corpo sem órgãos, encontrar seu corpo sem órgãos é a maneira de escapar ao juízo. Já era esse o projeto de Nietzsche: definir o corpo do devir, em intensidade, como poder de afetar e ser afetado, isto é, Vontade de potência. E se à primeira vista parece que Kafka não participa dessa corrente, nem por isso sua obra deixa de fazer coexistir dois mundos ou dois corpos, fazendo-os reagir um sobre o outro e passar um no outro: um corpo do juízo com sua organização, seus seguimentos ( contiguidade dos escritórios), suas diferenciações ( oficiais,advogados, juízes...), suas hierarquias ( tipos de juízes, de funcionários); mas também um corpo de justiça em que se desfazem os seguimentos, se perdem as diferenciações e se embaralham as hierarquias, preservando-as apenas as intensidades que compõem zonas incertas e as percorrem a toda velocidade, onde enfrentam poderes, sobre esse corpo anarquista devolvido a si mesmo ( ' a justiça nada quer de ti, ela te agarra quando vens e te solta quando vais embora...')."
Deleuze, Crítica e Clínica

Compartilhado do FB, página A Loucura Não é o Extremo
Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar emanharados, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e, se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida.

José Saramago em: "O Caderno"


Compartilhado do FB, página de Marcel Oliveira.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

“Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro” (Lispector, 1973, p. 38).

Mas é do buscar e não achar que nasce o que eu não conhecia, e que instantaneamente reconheço. A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho de ir buscar e por destino volto com as mãos vazias. Mas – volto com o indizível. O indizível só me poderá ser dado através do fracasso de minha linguagem. Só quando falha a construção é que tenho o que ela não conseguiu.”

Clarice Lispector, in A paixão segundo G.H.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017




ODE A SCHOPENHAUER

Hoje vi um pássaro num bosque feliz tentando apanhar com seu bico, uma lagartixa encurralada, patente era a alegria do pássaro preparando-se para almoçar, patente o desespero da lagartixa tentando sobreviver. Me lembrei de todos os animais caçando uns aos outros para poder sobreviver. Lembrei do homem que caça por puro prazer, os animais e até seus semelhantes. Todos nós para sobreviver, precisamos tirar a vida de alguma coisa, seja vegetal, seja animal. Se quisermos sobreviver precisamos matar alguma vida e o pior, precisamos de "esforço" para buscar essa insana sobrevivência através da força das ações, que por sua vez, dependem da "energia" gerada pelo resultado de nossos inexoráveis assassinatos cotidianos. A luta para sobreviver e a forçosa adaptação às culturas condicionantes através da história nos levam a essa embriaguez absoluta da ambição, dos prazeres, da busca pelo novo e o diferente entre muitos outros aspectos. Não consigo conceber uma Criação que, para uns sobreviverem outros precisem morrer. Como uma forte injeção de consciência, direta na veia, Schopenhauer traz a tona, de forma clara essa tragédia da nossa existência em seu texto "O Vazio da Existência", que recomendo a todos que tiverem um "estômago de aço" na alma. A embriaguez consciencial é a saída. Vamos nos embriagar desse majestoso senhor, o Cotidiano, com todos os seus insensatos, fugazes, transitórios mas, necessários, sonhos. É a única saída, uma vez que nos roubaram a única coisa, essa semente realmente nossa: a compreensão do PORQUÊ de todas as coisas, a sinceridade da busca do nosso Espírito, única "coisa" realmente "nossa". Assim talvez possamos deixar se ser escravos de tantos COMOS, pois os meios para atingir as coisas estão sempre em evolução enquanto o FIM que justificaria tantos MEIOS é uma incógnita, um punhal lançado no coração dos que mergulham no Oceano da Consciência. Vamos pois mergulhar na embriaguez das impermanências. TIM TIM !!!!!

Gildo Fonseca

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Quase

Quase .... ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal

Imagem: Christian Schloe |

Imagem e texto compartilhados do FB, página de Solange Bassi, Astrologia.
Quem quiser conhecer melhor essa fantástica figura, G. K. Chesterton sugiro pesquisar na wikipedia. Vale a pena.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

2 elevado a potência de 10 trilhões de sinapses

"Se cada cérebro humano só fizesse uma sinapse – correspondente a uma estupidez monumental – seríamos capazes de apenas dois estados mentais. Se tivéssemos duas sinapses, 4 estados, três sinapses, 8 estados, e em geral, para N sinapses, 2 estados. Mas o cérebro humano é caracterizado por umas 10 trilhões de sinapses. Por conseguinte, o numero de diferentes estados de um cérebro humano equivale a 2 elevado à essa potência, ou seja – multiplicado por ele mesmo 10 trilhões de vezes. Esse é um numero inconcebivelmente grande, muito maior, por exemplo, do que o numero total de partículas elementares (elétrons e prótons) em todo o universo, que é muito menor do que 2 elevado à potência de 10 trilhões. É em virtude desse imenso número de configurações funcionalmente diferentes do cérebro humano que dois seres humanos, mesmo que sejam idênticos, jamais poderão ser muito parecidos. Esses números enormes também podem explicar algo da imprevisibilidade do comportamento humano. A resposta deve ser que de forma alguma estão ocupados todos os estados cerebrais possíveis; deve existir um número enorme de configurações mentais que jamais foram introduzidas ou sequer vislumbradas por qualquer ser humano na história da humanidade. Sob essa perspectiva, cada ser humano é realmente raro e diferente, sendo a santidade de cada vida humana uma consequência ética plausível."
Carl Sagan; In: Os Dragões do Éden.

domingo, 24 de setembro de 2017

Nós dois...


Sombra em movimento

SOMBRA EM MOVIMENTO.

Ouso dizer que toda Sombra (estado) contém, como um coração a pulsar, as suas Palavras (alma). Cada Palavra é uma emanação da Potência de Luz a Ser sombreada, prismada e multifacetada pelos espelhos de seus próprios e dinâmicos heterônimos. Somos todos Sombras da Luz, reluzindo, pela fricção dialética de nossas contrapartes, a cristalização de Identidades conscienciais intersectivas, criando Caminhos e Realidades que vão sendo absorvidos pelos Buracos Negros da sempre transcendente, fugidia e pretensiosa Lucidez, rumo a outras dimensões perceptivas de nós mesmos. Gildo Fonseca.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017


Nada como uma "visão" ampla.

domingo, 17 de setembro de 2017

“Nossas percepções, sensações e idéias se apresentam sobre um duplo aspecto: um nítido, preciso, mas impessoal; o outro confuso, infinitamente móvel e inexprimível, pois a linguagem não saberia apreendê-lo sem fixar sua mobilidade nem adaptá-lo à sua forma banal sem fazê-lo tombar em seu domínio comum [...] Nossa vida exterior e por assim dizer social tem mais importância prática para nós que nossa existência interior e individual. Nós tendemos instintivamente a solidificar nossas impressões para expressá-las em linguagem. Daí vem que nós confundamos o sentimento mesmo, que está em perpétuo devir, com seu objeto exterior permanente e sobretudo com a palavra que exprime este objeto. [...] Só há na alma humana progresso. O que quer dizer que toda sensação se modifica em se repetindo e que, se ela não me parece mudar da noite para o dia é porque eu a percebo agora através do objeto que lhe é causa, através da palavra que lhe traduz. [...] Em suma, a palavra de contornos bem definidos, a palavra brutal que reúne aquilo que há de estável, de comum e por consequência de impessoal nas impressões da humanidade apaga ou pelo menos recobre as impressões delicadas e fugidias de nossa consciência individual [...] Eis-nos portanto em presença da sombra de nós mesmos: nós cremos termos analisados nossos sentimentos, nós o substituímos em realidade por uma justaposição de estados inertes, traduzíveis em palavras e que constituem cada um o elemento comum, o resíduo impessoal das impressões sentidas em um caso dado pela sociedade inteira.” (Bergson. Ensaio sobre os dados imediatos da consciência)
"Sempre conservei uma aspa à esquerda e à direita de mim." 

(Clarice Lispector)






Imagem compartilhado do FB página catarsecomclarice

Lispector

Compartilhado do FB página catarsecomclarice

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A TRAPEZISTA DO CIRCO
--Antonio Bivar---
"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase, cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. Era outra vez, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, forte, era uma moçona mesmo. Ela me olhou, riu um pouco, disse que era muito difícil, mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Poli, veio o Topz, veio o Diverlangue que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público. De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto. Quando eu cansei de ficar olhando para o alto e fui olhar para as pessoas, só aí, eu vi que eu estava sozinha".

Texto compartilhado do FB da página de Edilene Torino

Em cada parágrafo desse texto do Bivar há um oceano de percepções. No circo da vida já nascemos trapezistas subindo pelas cordas de todo Incriado.

domingo, 10 de setembro de 2017



Oração de Tatto Palhares

ORAÇÃO PARA DORMIR TRANQUILO
Meu Pai,
agora que as vozes silenciaram
e os clamores se apagaram,
aqui ao pé da cama
minha alma se eleva a Ti, para dizer:
Creio em Ti, espero em Ti,
e amo-te com todas as minhas forças,
glória a Ti, Senhor!

Deposito nas tuas mãos a fadiga e a luta,
as alegrias e desencantos
deste dia que ficou para trás.
Se os nervos me traíram,
se os impulsos egoístas me dominaram
se dei lugar ao rancor ou à tristeza,
perdão, Senhor!
Tem piedade de mim.
Se fui infiel,
se pronunciei palavras em vão,
se me deixei levar pela impaciência,
se fui um espinho para alguém,
perdão Senhor!
Nesta noite
não quero entregar-me ao sono
sem sentir na minha alma
a segurança da tua misericórdia,
a tua doce misericórdia
inteiramente gratuita.
Senhor! Eu te agradeço, meu Pai,
porque foste a sombra fresca
que me cobriu durante todo este dia.
Eu te agradeço porque,
invisível, carinhoso e envolvente,
cuidaste de mim como uma mãe,
em todas essas horas.
Senhor! Ao redor de mim
tudo já é silêncio e calma.
Envia o anjo da paz a esta casa.
Relaxa meus nervos,
sossega o meu espírito,
solta as minhas tensões,
inunda meu ser de silêncio e de serenidade.
Vela por mim, Pai querido,
enquanto eu me entrego confiante ao sono,
como uma criança
que dorme feliz em teus braços.
Em teu Nome, Senhor, descansarei tranquilo.
Amém.
Gratidão - Namastê




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Coronel Sanders

Aos 5 anos, perdeu seu pai.
Aos 16, abandonou a escola.
Aos 17, já tinha perdido 4 empregos.
Aos 18, se casou!
Aos 20 a esposa o deixou, em seguida tornou-se cozinheiro em um pequeno café.
Aos 65 anos, aposentou-se sentindo-se um verdadeiro fracassado.
Foi quando decidiu cometer suicídio.
Quando começou a escrever sua despedida, começou a colocar no papel o que queria ter feito na sua vida.
Foi aí que desistiu de se matar e pegou emprestado U$ 87,00 e começou a fazer frangos fritos, utilizando sua própria receita. E foi vender de porta em porta.
Aos 88 anos, Coronel Sanders, fundador da Kentucky Froes Chicken - KFC, tornou se um bilionário.

Você realmente acha que não há tempo para você fazer algo pra mudar sua vida? Você realmente acha que desistir é uma opção?
Quando as pessoas entendem que o sucesso é uma questão de persistência, de continuar até conseguir, elas fazem coisas extraordinárias!

Compartilhado do FB página Magia do Mundo dos Negócios

quinta-feira, 7 de setembro de 2017


Olhares espiralados...
"Eu me pergunto: se eu olhar a escuridão com uma lente, verei mais que a escuridão? A lente não devassa a escuridão, apenas a revela ainda mais. E se eu olhar a claridade com uma lente, com um choque verei apenas a claridade maior. Enxerguei mas estou tão cega quanto antes porque enxerguei um triângulo incompreensível. A menos que eu também me transforme no triângulo que reconhecerá no incompreensível triângulo a minha própria fonte e repetição. (LISPECTOR, A PAIXÃO SEGUNDO GH, 1998, p. 22)




sábado, 2 de setembro de 2017

CONSTRUÇÃO

A partir da nossa tentativa de afirmação, geramos, com palavras, coisas e fatos, dores e prazeres ao delredor, e, na ressonância desse eco, encontramos companhia para o desterro de nossas almas confinadas no isolamento das identidades..
Conhecemos a dor e o prazer, pela ausência, ou presença, de nós, nos outros.
A alegria que geramos no outro, é nossa.
A dor que geramos no outro, é nossa.
Nosso é o "outro", assim como do "outro" somos "nós".
Talvez seja esse mais um significado do amor, uma construção perene, conjunta e interativa desses eternos bebês em crescimento contidos em todos nós, chamados singularidades e que "gritam" pelo "colo", mas que só pode vir do Si mesmo, no outro.
Levantemo-nos e sigamos em busca de nós, laços e afetos, suaves alentos, entre tantos rebentos, entre tantos eus, descobrimos.... somos só Movimento.


GF


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

" para os amantes,
O único orador
É a beleza do amado."
~ Rumi


Ideal Criador, Escolha Fatal. Seres em Construção.
Escolhendo uma possibilidade, mato para esse instante, todos os outros possíveis que também poderiam, por outros Caminhos, levar ao Instante seguinte.
Paradoxalmente, ao fazer uma escolha, deixo de ser o escolhedor e, como um procusto de mim mesmo, viro escravo de minha própria liberdade e a angústia é o valor proporcional à consciência dessa liberdade.
Como dizia Sartre "estamos condenados à liberdade", mas creio também que estamos "condenados à eternidade", pois seria (pois afirmar que é, seria limitador) a única forma de vivenciarmos singularmente todos os possíveis, em todos os tempos, tornando-nos essa Totalidade, e aí sim, Absolutamente Livres, pois conheceremos e Seremos então, a Soma de todos os nossos próprios Caminhos, veias que irrigaram através dos tempos a expansão da nossa Consciência.
Talvez nesse agora da nossa Percepção, somente a Potência intrínseca encapsulada em cada "Olhar" possa ser criadora da morfina de um pretenso Caminho independente, ideal de realização de todo artista contido em cada um de nós.
Gildo Fonseca
"Levanta-te".

por Isabel Miramontes. Espanha


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