terça-feira, 13 de outubro de 2020
Dentre as inúmeras ilusões às quais podemos recorrer para amenizar ou buscar curar nossas dores, o desejo infantil de ser protegido e cuidado permanece a maior de suas fontes. É esse um desejo que, embora parta da necessidade de ser amado, desejado, cuidado, não deixa de passar pelo risco do desejo de ser exclusivo, escolhido, à despeito de outros. Na busca por um amor que se queira incondicional, podemos fomentar a negação da nossa condição humana de base: aquela que nos afirma, sem cessar, como seres necessitados uns dos outros. A criança que habita em nós precisa de amor. Tanto que, para consegui-lo, pode vir a vestir-se com as máscaras que ela crê serem necessárias para garantir esse amor. É assim que, desamparada, a criança que habita em nós se esquece de si, se esquece de suas dores. Olhos fixados que estão, apenas, na ilusão de um amor incondicional. As guerras tem em si as mesmas razões. (Evelin Pestana, psicanalista, São Paulo/Brasil) Ilustração: Michael Cheval
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
domingo, 11 de outubro de 2020
Fragmento de Inês Pedrosa em "Fazes-Me Falta".
Amada Lispector
Sentindo a falta de sentidos...
Essa frase, tão forte, da Isabel, me faz refletir. Através de tantos ruídos buscamos, às apalpadelas, encontrar essa Voz do Silêncio, oculta nos interstícios das formas, no fractalismo das expressões, nas nuances das percepções, entre as fossas abissais de pretensas e desesperadoras interações, simulacros de luminosos ancoradouros a nortear nossa perene embriaguez pretensamente consciencial. De cada Ato, criados. Criamos a cada Ato, em cada relação, a "Vida", mas ela, como nós, já nasce, instantaneamente, em letargia, pois pulsa e "respira" sua própria falta de sentido. A nós, foi confiada a tarefa do Autor, do auto preenchimento, da auto criação, do auto existir, do auto entendimento, mesmo que não saibamos porquê, e pra quê, devemos fazer isso... non sense, non sense.... E terno tentar descobrir-Se em um mundo de pretensas soluções para os "outros" em Si. Insanidades são simbólicas relatividades reativas aos buracos negros da pretensa consciência de cada observador preenchidas com sombras de nossas próprias cegueiras.
sábado, 10 de outubro de 2020
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
sábado, 26 de setembro de 2020
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Gildo Fonseca.
terça-feira, 22 de setembro de 2020
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
domingo, 20 de setembro de 2020
sábado, 19 de setembro de 2020
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
terça-feira, 15 de setembro de 2020
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Aos 40 anos, Franz Kafka (1883-1924) que nunca se casou e não tinha filhos, passeava pelo parque de Berlim quando conheceu uma jovem que chorava porque tinha perdido sua boneca favorita. Ela e Kafka procuraram a boneca sem sucesso.
Kafka disse-lhe para se encontrar lá no dia seguinte e eles voltariam atrás dela.No dia seguinte, quando ainda não encontraram a boneca, Kafka deu à garota uma carta " escrita " pela boneca que dizia: " Por favor, não chores. Fiz uma viagem para ver o mundo. Vou te escrever sobre as minhas aventuras."
Então começou uma história que continuou até o fim da vida de Kafka.
Durante os encontros, Kafka leu as cartas da boneca cuidadosamente escritas com aventuras e conversas que a garota achava adoráveis.
Finalmente, Kafka trouxe-lhe a boneca (comprou uma) que tinha voltado a Berlim.
"não se parece nada com a minha boneca", disse a garota.
Kafka entregou-lhe outra carta em que a boneca escrevia: " minhas viagens, mudaram-me." a garota abraçou a nova boneca e trouxe-a toda feliz para casa.
Um ano depois, Kafka morreu.
Muitos anos depois, a garota adulta encontrou uma cartinha dentro da boneca. Na pequena carta assinada por Kafka, dizia:
" tudo o que você ama provavelmente será perdido, mas no final o amor voltará de outra forma."
sábado, 12 de setembro de 2020
"Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
terça-feira, 8 de setembro de 2020
domingo, 6 de setembro de 2020
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Escolhendo uma possibilidade, e isso é inexorável, elimino para esse instante, todos os outros possíveis que também poderiam, por outros Caminhos, levar ao Instante seguinte.
Paradoxalmente, ao fazer uma escolha, deixo de ser o escolhedor e, como um procusto de mim mesmo, viro escravo de minha própria liberdade e a angústia é o valor proporcional à consciência dessa liberdade.
Como dizia Sartre "estamos condenados à liberdade", mas creio também que estamos "condenados à eternidade", pois seria (afirmar que é cria um limitador), a única forma de vivenciarmos singularmente todos os possíveis, em todos os tempos, tornando-Nos essa Totalidade, e aí sim, absolutamente livres, conheceremos e seremos então, a Soma de todos os nossos próprios Caminhos, veias que irrigaram através dos tempos a expansão da nossa Consciência, a expansão do nosso "corpo perceptivo".
Talvez, nesse "agora" da Percepção, somente a Potência intrínseca encapsulada na semente de cada "Olhar" possa ser criadora da morfina de um pretenso Caminho independente, ideal de realização de todo artista contido em todos nós, a pintar a imagem do destino de suas almas indômitas, muitas vezes cativas na inconsciência de cotidianos embriagadores.
Gildo Fonseca

















































