quinta-feira, 10 de agosto de 2017
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Adorável Macbeth
(...) A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa.
- William Shakespeare, in "Macbeth". (ato V, cena V)
Obra "Le Liseur", 1892 - Odilon Redon.
Compartilhado do FB, página Filosofia e Literatura
É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é exceção, os espíritos cativos, a regra; [...] De resto, não é próprio da essência do espírito livre ter opiniões mais corretas, mas sim ter se libertado da tradição, com felicidade ou com um fracasso.
Nietzsche
Compartilhado do FB Filosofias&Filosofadas
Nietzsche
Compartilhado do FB Filosofias&Filosofadas
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Eu posso fazer isto...
Por mais que as dificuldades possam parecer intransponíveis sempre seremos maiores do que elas. Energia, Força, Resiliência aguardam nossas escolhas.
Frases inspiradoras a respeito:
"Se os fatos são contra nós, pior para os fatos", Nelson Rodrigues
"Ou encontramos um Caminho ou fazemos um", General Anibal
"Queimem os barcos que nos trouxeram aqui e que permitiriam um retorno, agora é Vencer ou Morrer !!! Alexandre, o Grande.
Frases inspiradoras a respeito:
"Se os fatos são contra nós, pior para os fatos", Nelson Rodrigues
"Ou encontramos um Caminho ou fazemos um", General Anibal
"Queimem os barcos que nos trouxeram aqui e que permitiriam um retorno, agora é Vencer ou Morrer !!! Alexandre, o Grande.
foto istock (eu posso fazer isto)
segunda-feira, 31 de julho de 2017
“Conheço o espírito de muitos homens
Mas não sei quem sou eu mesmo!
Meu olhar é demasiado próximo de mim –
Não sou o que vejo e o que vi.
Eu seria de maior proveito para mim
Se de mim pudesse estar mais longe.
Não tão distante quanto meu inimigo, claro!
Já o amigo mais próximo está longe demais –
Mas entre nós há o meio do caminho!
Adivinham vocês o meu pedido?”
Mas não sei quem sou eu mesmo!
Meu olhar é demasiado próximo de mim –
Não sou o que vejo e o que vi.
Eu seria de maior proveito para mim
Se de mim pudesse estar mais longe.
Não tão distante quanto meu inimigo, claro!
Já o amigo mais próximo está longe demais –
Mas entre nós há o meio do caminho!
Adivinham vocês o meu pedido?”
Nietzsche , “A Gaia Ciência”
Compartilhado da página Projeto Estranha Força (Edilene Torino) do Facebook
domingo, 30 de julho de 2017
Emil Cioran
(...) Quis defender-me contra todos os homens, reagir contra sua loucura, descobrir sua origem; escutei, vi e tive medo: medo de agir pelos mesmos motivos ou por qualquer outro motivo, de crer nos mesmos fantasmas ou em qualquer outro fantasma, de deixar-me afogar pelas mesmas embriaguezes ou por qualquer outra embriaguez; medo, enfim, de delirar em comum e de expirar em uma multidão de êxtases.
- Emil Cioran, in "Breviário da Decomposição" (A Gama do Vazio).
Obra "Crossing Over" de Lesley Oldaker.
Texto e imagem compartilhado do FB página Filosofia e Literatura
domingo, 23 de julho de 2017
O valor da solidão e seu preço
Toda autenticidade é singular e seu tamanho é inversamente proporcional à pulverização de nossos casuísticos afetos, em trânsito por tantas impermanências. A percepção da necessidade da busca de identidades estruturais que transcendam as algozes paredes culturais de normalidades impostas pela insana civilização talvez seja a única justificativa para os nossos ininterruptos esforços para Existir, buscando compreender o Ser por contrastes do Não Ser. Somos apenas Potência, cristalizando o ainda Imperceptível, retroalimentando-nos, nesse múltiplo banquete de aparências e numa espiral crescente, de infinitas e desconhecidas possibilidades de todo múltiplo Devir. A percepção dessa Consciência em trânsito cobra, de nossas Identidades, o pedágio, com valores de solidão. Toda Consciência tem seu preço: a descoberta do Valor de toda Singularidade de nossas Almas.
Gildo Fonseca
Gildo Fonseca
sábado, 22 de julho de 2017
domingo, 9 de julho de 2017
sábado, 8 de julho de 2017
Pérola de Edilene Torino
EU
Sou um espanto inédito.
Me cresço, me encolho.
Me construo
Me desconstruo
Me reconstruo
Me reformo, me reinvento.
Me cresço, me encolho.
Me construo
Me desconstruo
Me reconstruo
Me reformo, me reinvento.
Às vezes
Me encolho para crescer, me lembro para em seguida me esquecer, me esqueço para recomeçar.
Me encolho para crescer, me lembro para em seguida me esquecer, me esqueço para recomeçar.
Absolutamente relativa.
Relativamente absoluta.
Assim, um tanto ET.
Relativamente absoluta.
Assim, um tanto ET.
A Natureza me resolve.
A poesia me resolve.
A poesia me resolve.
Sou o que soul.
Sou o que so(ma)mos.
Sou o que só.
Sou o que so(ma)mos.
Sou o que só.
Texto de Edilene Torino, compartilhado de sua página no Facebook
segunda-feira, 26 de junho de 2017
A Morte Enobrece
A Morte Enobrece
A morte é uma libertação porque morrer é não precisar de outrem. O pobre "escravo" vê-se livre à força dos seus prazeres, das suas mágoas, da sua vida desejada e contínua. Vê-se livre o rei dos seus domínios, que não queria deixar. As que espalharam amor vêem-se livres dos triunfos que adoram. Os que venceram vêem-se livres das vitórias para que a sua vida se fadou.
Por isso a morte enobrece, veste de galas desconhecidas o pobre corpo absurdo. É que ali está um liberto, embora o não quisesse ser. É que ali não está um escravo, embora ele chorando perdesse a servidão. Como um rei cuja maior pompa é o seu nome de rei, e que pode ser risível como homem, mas como rei é superior, assim o morto pode ser disforme, mas é superior, porque a morte o libertou.
Fecho, cansado, as portas das minhas janelas, excluo o mundo e um momento tenho a liberdade. Amanhã voltarei a ser escravo; porém agora, só, sem necessidade de ninguém, receoso apenas que alguma voz ou presença venha interromper-me, tenho a minha pequena liberdade, os meus momentos de excelsis.
Na cadeira, aonde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído.
Na cadeira, aonde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído.
— Fernando Pessoa, in "O Livro do Desassossego".
Ilustração de Jean Francois Millet.
Texto e imagem compartilhado do Facebook da página Literatus
domingo, 25 de junho de 2017
De uma vez por todas, há muitas coisas que não quero absolutamente saber. — A sabedoria traça limites, mesmo ao conhecimento.
(Friedrich Wilhelm Nietzsche, in O Crepúsculo dos Ídolos)Compartilhado do FB página Friedrich Wilhelm Nietzsche.
A Consciência do procusto de nossa percepção, encaixotada pelas paredes do dinâmico saber, torna dramática a cegueira do enxergar. Gildo.
quinta-feira, 22 de junho de 2017
quarta-feira, 21 de junho de 2017
PROCURA-SE UM AMANTE
Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!".
Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte:
Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?
"Ir vivendo" é ter medo de viver.
"Ir vivendo" é ter medo de viver.
É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva.
"Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".
Jorge Bucay, psicólogo e psquiatra argentino.
Livro: "Hay que buscarse un Amante"
Livro: "Hay que buscarse un Amante"
Compartilhado do Facebook da página: Ponto e Vírgula - Pausa para Saltar - Edilene Torino
domingo, 18 de junho de 2017
John Keats: trecho do poema "Endymion": trad. p. Augusto de Campos
O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.
Assinar:
Postagens (Atom)
















