terça-feira, 12 de dezembro de 2017

sábado, 9 de dezembro de 2017

Cuidado com as consequências...


Nunca seremos inteiros enquanto conscientes de nossas limitações e inconscientes de nossas possibilidades.

Todo devir é amplitude de nossa inteireza possível, mas, concomitantemente, o grito consciente de nossas limitações, do nosso tamanho e da semente oculta, contida em todos nós, de todos os impossíveis.


Metades inteiras em intensidades e inteiras metades que se projetam para criar os palcos de nossos sonhos.


Do equilíbrio lúcido e dinâmico entre possíveis e impossíveis, metades e inteiros, "Eu" e o "Outro" vamos tirando o véu de nós mesmos e descobrindo os enredos da própria Criação.


Gildo Fonseca


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Lágrimas na chuva

 " todos esses momentos serão perdidos no tempo, como lágrimas na chuva..."

frase do maravilhoso filme Blade Runner


Aproveite cada momento. Não sabemos de onde viemos, quem somos ou para onde vamos. Só supomos, das mais diversas formas. Portanto vamos viver cada momento como se fosse o último. Não sabemos quanto tempo ainda temos. Deixemos as coisas pequenas de lado. Vamos em frente. Olhando para o alto em busca da Luz das Estrelas. Transcendendo as intempéries da alma, do corpo, da vida, dos momentos. O fugaz, transitório, sempre passa, ficará para trás. Não precisamos sofrer tanto. Gildo Fonseca.





domingo, 3 de dezembro de 2017

Coragem de Ser e Estar Vivo

(...) Viver não é coragem, saber que se vive é a coragem!

Clarice Lispector, in "A Paixão Segundo G.H".

Obra "Girl seated by shore, 1878 - George Elgar Hicks.

Compartilhado do FB página Filosofia e Literatura

sábado, 2 de dezembro de 2017

"A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir a verdade
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade voltava igualmente
com meio perfil
e os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar.
Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia."
Carlos Drummond de Andrade - 'Verdade'
Compartilhado do FB, página de Leda Guimarães

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017




Sejamos realistas, vamos exigir o impossível.

Paris, maio de 1968.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Da Luz nascem as formas e o movimento


Nossa Força Maior não está na capacidade de pensar, mas em algo mais poderoso: o poder de controlar e direcionar nossos pensamentos para onde quisermos.

Napoleon Hill

Quest - Parvati - Toth - Conselhos de Ísis
 — comNelida Nelida e Gicelia Maria Rodrigues.

terça-feira, 28 de novembro de 2017


O Destino desconhece a linha reta

O Destino Desconhece a Linha Recta
"O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha recta.
O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada directamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover.
Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se.
Tanto assim que antes de converter Rimbaud em traficante de armas e marfim em Africa, o obrigou a ser poeta em Paris."
José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1994)'

domingo, 26 de novembro de 2017

Protagonismo da Consciência no Palco das Mutações

"Finitude"
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles - (1902-1964)
photo by pinterest

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Winston Churchill inspirador


Frases maravilhosas de Churchill










“A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais.”

“É preciso coragem para levantar-se e falar, mas também é preciso coragem para sentar-se e ouvir.”


“Eu não sou exigente, eu me contento com o que há de melhor.”

“A história será gentil para mim, pois pretendo escrevê-la.”

“Nunca é tarde para você ser o que poderia ter sido.”


“Se você está atravessando o inferno… não pare.


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Deleuze, sempre maravilhoso !!!

"O verdadeiro charme das pessoas reside em quando elas perdem as estribeiras, quando não sabem muito bem em que ponto estão. Não são pessoas que desmoronam, pelo contrário, nunca desmoronam. Mas se não captar a pequena marca de loucura de alguém, não pode gostar desse alguém. É exatamente este lado que interessa. E todos nós somos meio dementes. Se não captar o ponto de demência da pessoa, eu temo que... aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte do seu charme. "
[Gilles Deleuze - in: L'abécédaire]
Foto: Gilles Deleuze e Fanny Deleuze, 1969

domingo, 19 de novembro de 2017

O vigor do tantra !!!!

Quando os Zangões acasalam com a Abelha Rainha, eles tem um orgasmo tão poderoso que seus pênis explodem, matando o macho e deixando suas genitais dentro da Rainha. A explosão é tão poderosa que podemos ouvi-la...


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

" Amanhecer: o mais antigo
sinal de vida sobre a terra.
Amanhecer: ainda o mais novo
sinal de vida sobre a Terra.
Amanhecer e vida humana
se entrelaçam na mesma luz."

Carlos Drummond de Andrade


Compartilhado do FB página Eu, nós e as palavras



Amanhecer. Amanhe-Ser a todo Instante, aspirando oxigênio das manhas de cada amanhã. Amanhecer e terno Devir.     Gildo Fonseca

sábado, 11 de novembro de 2017

Amada Clarice

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Texto de Clarice Lispector - A paixão segundo G.H.
Tela de Mihai Criste.

Não existem fatos, somente interpretações.

Nietzsche.


sábado, 4 de novembro de 2017

Uma nova Consciência


A matéria no link abaixo é simplesmente fantástica. Coloquei o endereço porque é muito longa embora fascinante.

Sugiro clicar em cima do endereço ou copiar e colar na barra de endereços do seu navegador.

Foi compartilhado do FB página de Manuel Lourenço



https://www.theepochtimes.com/uplift/a-new-theory-of-consciousness-the-mind-exists-as-a-field-connected-to-the-brain_2325840.html

A Náusea

É estranho que tudo me seja tão indiferente: isso me assusta. Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… e subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi.
A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.” – Sartre (A Náusea – 1931)



Quem tem medo de Virginia Woolf

A nossa vida é uma incerteza. Um cego que revoluteia no vazio em busca de um mundo melhor cuja existência é apenas uma suposição.” 

Virginia Woolf

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"Eu tenho à medida que designo - este é o esplendor de se ter uma linguagem. Mas eu tenho muito mais à medida que não consigo designar. A realidade é a matéria prima, a linguagem é o modo como vou buscá-la - e como não acho. Mas é do buscar e não achar que nasce o que eu conhecia, e que instantaneamente reconheço. A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho que ir buscar e pro destino volto com as mãos vazias. Mas - volto com o indizível. O indizível só me poderá ser dado através do fracasso de minha linguagem. Só quando falha a construção, é que obtenho o que ela não conseguiu"
(A Paixão Segundo G.H.) Clarice Clarice Lispector
Partagé ...Cristina Costa - Compartilhado do FB Literatura y Psicoanalisis

No Caminho das Soluções....

(Hércules remove cerberus das portas do inferno-Johann Köler)

domingo, 29 de outubro de 2017

Sou como você me vê...posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdoo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre...Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Clarice Lispector


sábado, 28 de outubro de 2017

Julgamentos

Qualquer explicação será sempre um olhar, um singular, solitário e inexoravelmente relativo ponto de vista.

Gildo Fonseca


O inexorável elixir da audácia oxigeniza, embriaga, alucina e embala a Consciência em trânsito em suas apalpadelas no Devir.

Gildo Fonseca.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

domingo, 22 de outubro de 2017

Embriague-me, por favor !!!!!

"O significado da náusea, mais transtornante do que a angústia, não é, porém, a simples descoberta da existência, como fato irredutível, absoluto. É, ao mesmo tempo, a descoberta de que esse fato é contingente, totalmente gratuito, reduzindo-se ao Absurdo que nenhuma razão, nenhum fundamento podem eliminar. Embebida no Absurdo, a consciência descobre-se supérflua, irrelevante e, sua liberdade, paralisada, apenas esboça uma recusa, uma reação de fuga, como nas emoções violentas, que se manifesta então pelo desejo de vomitar: náusea.
Esse aspecto físico de náusea existencial deriva de duas circunstâncias. Primeiro, a existência revelada apresenta-se "in-concreto". É algo latejante e animado na matéria física e nos organismos vegetais ou animais: suas qualidades não são apenas atributos da matérias, mas verdadeiras qualificações ontológicas (as raízes são massas monstruosas e moles etc). Segundo, essa presença sensível, excessiva, saturante, do ser em-si (en-soi), associada à capacidade de proliferação indefinida do orgânico, engurgita a consciência, forçada a experimentar-se não como consciência situada no corpo, mas como floração carnal, tão existente como a carne áspera da raiz penetrando a terra ou a carne mole da cobra que dorme ao sol.
A raíz da árvore, a cobra, o homem, participam da mesma contingência absurda e inumana, do mesmo crepitar da existência indefinida que se propaga de ser a ser, numa vitalidade indiferente aos nossos projetos. Violentada por aquilo que não pode compreender, paralisada em sua liberdade, não podendo negar ou transcender essa revelação do Absurdo, a consciência decai. Enquanto dura a náusea, faz-se carne e organismo, e acumpliciando-se com a existência anônima, experimenta a suprema repugnância pelo mundo. A náusea é o seu modo absurdo de repelir a fascinação do Absurdo que forma o mundo insuportável e repelente ("avenglante indecence").
A náusea, assim descrita, é o momento excepcional, privilegiado, por que passam os personagens de Clarice Lispector nas crises decisivas."
De: Benedito Nunes sobre Sartre, Heidegger e Lispector em Náusea e Angústia.

sábado, 21 de outubro de 2017

"melancolia". (2012)_
Bronze por Albert Gyorgy. Roménia _
Localizado em Genebra / Suíça


Compartilhado do FB página SculpLovers

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Deleuze

"Criar para si um corpo sem órgãos, encontrar seu corpo sem órgãos é a maneira de escapar ao juízo. Já era esse o projeto de Nietzsche: definir o corpo do devir, em intensidade, como poder de afetar e ser afetado, isto é, Vontade de potência. E se à primeira vista parece que Kafka não participa dessa corrente, nem por isso sua obra deixa de fazer coexistir dois mundos ou dois corpos, fazendo-os reagir um sobre o outro e passar um no outro: um corpo do juízo com sua organização, seus seguimentos ( contiguidade dos escritórios), suas diferenciações ( oficiais,advogados, juízes...), suas hierarquias ( tipos de juízes, de funcionários); mas também um corpo de justiça em que se desfazem os seguimentos, se perdem as diferenciações e se embaralham as hierarquias, preservando-as apenas as intensidades que compõem zonas incertas e as percorrem a toda velocidade, onde enfrentam poderes, sobre esse corpo anarquista devolvido a si mesmo ( ' a justiça nada quer de ti, ela te agarra quando vens e te solta quando vais embora...')."
Deleuze, Crítica e Clínica

Compartilhado do FB, página A Loucura Não é o Extremo
Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais difícil operação das aritméticas humanas, dizemos aos abúlicos, Querer é poder, como se as realidades bestiais do mundo não se divertissem a inverter todos os dias a posição relativa dos verbos, dizemos aos indecisos, Começar pelo princípio, como se esse princípio fosse a ponta sempre visível de um fio mal enrolado que bastasse puxar e ir puxando até chegarmos à outra ponta, a do fim, e como se, entre a primeira e a segunda, tivéssemos tido nas mãos uma linha lisa e contínua em que não havia sido preciso desfazer nós nem desenredar emanharados, coisa impossível de acontecer na vida dos novelos, e, se uma outra frase de efeito é permitida, nos novelos da vida.

José Saramago em: "O Caderno"


Compartilhado do FB, página de Marcel Oliveira.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

“Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro” (Lispector, 1973, p. 38).

Mas é do buscar e não achar que nasce o que eu não conhecia, e que instantaneamente reconheço. A linguagem é o meu esforço humano. Por destino tenho de ir buscar e por destino volto com as mãos vazias. Mas – volto com o indizível. O indizível só me poderá ser dado através do fracasso de minha linguagem. Só quando falha a construção é que tenho o que ela não conseguiu.”

Clarice Lispector, in A paixão segundo G.H.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017




ODE A SCHOPENHAUER

Hoje vi um pássaro num bosque feliz tentando apanhar com seu bico, uma lagartixa encurralada, patente era a alegria do pássaro preparando-se para almoçar, patente o desespero da lagartixa tentando sobreviver. Me lembrei de todos os animais caçando uns aos outros para poder sobreviver. Lembrei do homem que caça por puro prazer, os animais e até seus semelhantes. Todos nós para sobreviver, precisamos tirar a vida de alguma coisa, seja vegetal, seja animal. Se quisermos sobreviver precisamos matar alguma vida e o pior, precisamos de "esforço" para buscar essa insana sobrevivência através da força das ações, que por sua vez, dependem da "energia" gerada pelo resultado de nossos inexoráveis assassinatos cotidianos. A luta para sobreviver e a forçosa adaptação às culturas condicionantes através da história nos levam a essa embriaguez absoluta da ambição, dos prazeres, da busca pelo novo e o diferente entre muitos outros aspectos. Não consigo conceber uma Criação que, para uns sobreviverem outros precisem morrer. Como uma forte injeção de consciência, direta na veia, Schopenhauer traz a tona, de forma clara essa tragédia da nossa existência em seu texto "O Vazio da Existência", que recomendo a todos que tiverem um "estômago de aço" na alma. A embriaguez consciencial é a saída. Vamos nos embriagar desse majestoso senhor, o Cotidiano, com todos os seus insensatos, fugazes, transitórios mas, necessários, sonhos. É a única saída, uma vez que nos roubaram a única coisa, essa semente realmente nossa: a compreensão do PORQUÊ de todas as coisas, a sinceridade da busca do nosso Espírito, única "coisa" realmente "nossa". Assim talvez possamos deixar se ser escravos de tantos COMOS, pois os meios para atingir as coisas estão sempre em evolução enquanto o FIM que justificaria tantos MEIOS é uma incógnita, um punhal lançado no coração dos que mergulham no Oceano da Consciência. Vamos pois mergulhar na embriaguez das impermanências. TIM TIM !!!!!

Gildo Fonseca