E eis que tendo Deus descansado no sétimo dia,
os poetas continuaram a obra da criação.
Mario Quintana
Comp. do FB, pg. de Virma Stocco
sábado, 7 de julho de 2018
"Tudo vai, tudo volta; eternamente gira a roda do ser. Tudo morre, tudo refloresce, eternamente transcorre o ano do ser. Tudo se desfaz, tudo é refeito; eternamente constrói-se a mesma casa do ser. Tudo se separa, tudo volta a se encontrar; eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser. Em cada instante começa o ser; em torno de todo o aqui rola a bola acolá. O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade."
Nietzsche
art by Ingrid Dee Magidson - Encarnação / Do FB, pg. Patrícia Melo
sexta-feira, 6 de julho de 2018
"Esta manhã, antes do alvorecer,
subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma:
Quando abarcarmos esses mundos
e o conhecimento e o prazer que encerram,
estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse:
Não, uma vez alcançados esses mundos
prosseguiremos no caminho."
Walt Whitman
Comp. do FB, pg. Patrícia Melo
subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma:
Quando abarcarmos esses mundos
e o conhecimento e o prazer que encerram,
estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse:
Não, uma vez alcançados esses mundos
prosseguiremos no caminho."
Walt Whitman
Comp. do FB, pg. Patrícia Melo
"Ela é estranha. Tem olhos hipnóticos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor."
Caio Fernando Abreu -
Arte by Dragan Ilic Di Vogo.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Cada tempo é uma partida. O certo, ou incerto, fluirá "de cima", no próximo olhar, após a escalada da percepção pelos degraus da expectativa anterior. Paradoxalmente então, deixará de poder ser qualificada, já que cumpriu sua missão de oxigenar a volátil Consciência pela soma dos contrastes, diferenças e pigmentos de todo passado. Toda expectativa é procusto da pretensa órbita do compreender. Fluir é "apenas" sentir, já que todo entendimento pressupõe ancorar certezas no mar revolto de mutáveis, dinâmicas e indomáveis telas dos novos tempos de todo Devir. Gildo Fonseca.
Schiller em "Os Bandoleiros"
Spielgelberg – (...) O cão já se atracava aos meus calcanhares, raivoso, e a decisão não demorou, portanto... Tomar impulso e... lá estava eu, do outro lado. Ao salto devo meu corpo e minha vida, a besta teria me arrebentado em farrapos.
Moor – Sim, e o que queres dizer com isso?
Spielgelberg – Quero dizer que... tu deves ver como as forças da gente crescem com a necessidade. Por isso não me intimido quando é necessário chegar às vias de fato. A coragem cresce com o perigo. A força se eleva no aperto. O destino deve querer fazer de mim um homem grandioso, já que coloca tantas dificuldades no meu caminho.
[Friedrich Schiller. In: Os bandoleiros - Segunda Cena - Taverna na fronteira da Saxônia. Karl voon Mor mergulhado num livro. Spiegelberg bebendo à mesa.]
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[Art. Rafael Sanzio]
[Art. Rafael Sanzio]
Comp. do FB, pg. Gigantes da Literatura Universal
quarta-feira, 4 de julho de 2018
“Liberdade verdadeira começa comigo. Eu não preciso ficar olhando para as ações dos outros. Eu não preciso ficar chateado com o que vejo. Eu deveria apenas checar o que eu estou fazendo. As outras pessoas são atores da ilimitada Peça da Vida. Elas farão o que quiserem fazer, mas eu posso escolher em que direção ir. Eu decido ser ou não ser influenciado, compelido ou usado pelos outros. O mais importante é saber que uma melhor forma de viver está em minhas mãos, não nas mãos dos outros. Eu sou livre.”
Brahma Kumaris
Comp. FB, pg. Patrícia Melo
Somos todos míopes, exceto para dentro.
Só o sonho vê com o olhar.
Transeuntes eternos para nós mesmos, não há paisagens senão o que somos.
Nada possuímos, porque nem a nós possuímos.
Nada temos porque nada somos.
Que mãos estenderei para que universo?
O universo não é meu:
sou eu.
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa).
Só o sonho vê com o olhar.
Transeuntes eternos para nós mesmos, não há paisagens senão o que somos.
Nada possuímos, porque nem a nós possuímos.
Nada temos porque nada somos.
Que mãos estenderei para que universo?
O universo não é meu:
sou eu.
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa).
Do mural de Luz Baroni - Fb. pg. Marcel Oliveira
terça-feira, 3 de julho de 2018
Sempre serei como um menino para muitas coisas, mas um desses meninos que, desde o começo, carregam consigo o adulto, de maneira que, quando o monstrinho chega verdadeiramente a adulto ocorre que, por sua vez, carrega consigo o menino, e nel mezzo del cammin, dá-se uma coexistência poucas vezes pacífica de pelo menos duas aberturas para o mundo.
[Julio Cortázar, em “Valise de Cronópio”. 2ª ed., São Paulo: Editora Perspectiva, 1993, p. 165] - Via... Publicação de Renata Carrara
Comp. do FB, pg. do Marcel Oliveira
[Julio Cortázar, em “Valise de Cronópio”. 2ª ed., São Paulo: Editora Perspectiva, 1993, p. 165] - Via... Publicação de Renata Carrara
Comp. do FB, pg. do Marcel Oliveira
segunda-feira, 2 de julho de 2018
domingo, 1 de julho de 2018
"Já que tenho de salvar o dia de amanhã, já que tenho que ter uma forma porque não sinto força de ficar desorganizada, já que fatalmente precisarei enquadrar a monstruosa carne infinita e cortá-la em pedaços assimiláveis pelo tamanho de minha boca e pelo tamanho da visão de meus olhos, já que fatalmente sucumbirei à necessidade de forma que vem de meu pavor de ficar indelimitada — então que pelo menos eu tenha a coragem de deixar que essa forma se forme sozinha como uma crosta que por si mesma endurece, a nebulosa de fogo que se esfria em terra. E que eu tenha a grande coragem de resistir à tentação de inventar uma forma."
Toda compreensão súbita se parece muito com uma aguda incompreensão.
Não. Toda compreensão súbita é finalmente a revelação de uma aguda incompreensão“
Lispector, fragmento de Paixão Segundo GH
Toda compreensão súbita se parece muito com uma aguda incompreensão.
Não. Toda compreensão súbita é finalmente a revelação de uma aguda incompreensão“
Lispector, fragmento de Paixão Segundo GH
"A solidão não é uma ausência de energia ou de ação, como acreditam algumas pessoas, mas é, sim, um tesouro de provisões selvagens a nós transmitidas a partir da
alma. Nos tempos antigos, a solidão voluntária era tanto paliativa quanto preventiva.
Ela era usada para curar a fadiga e para evitar o cansaço. Ela era também usada como um oráculo, como um meio de se escutar o self interior a fim de procurar conselhos e orientação que, de outra forma, seriam impossíveis de ouvir no burburinho do dia-adia."
alma. Nos tempos antigos, a solidão voluntária era tanto paliativa quanto preventiva.
Ela era usada para curar a fadiga e para evitar o cansaço. Ela era também usada como um oráculo, como um meio de se escutar o self interior a fim de procurar conselhos e orientação que, de outra forma, seriam impossíveis de ouvir no burburinho do dia-adia."
trecho do livro "Mulheres que correm com os lobos" de Clarissa Pinkola Estés e que pode ser lido em pdf na internet. Um livro fantástico que recomendo a todos.
A aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
Fernando Pessoa
Do FB, pg. Artes & Poesias
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
Fernando Pessoa
Do FB, pg. Artes & Poesias
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