"A luz só penetra onde houver transparência."
segunda-feira, 29 de maio de 2023
Onde está, agora, o corpo de tua alma?
.. uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida.
Clarice Lispector, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969)
domingo, 28 de maio de 2023
Gildo Fonseca.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
domingo, 21 de maio de 2023
Conheces o desconhecido ou desconheces o que acha que conheces? GF
“Tens como Hamlet pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, para que chame de desconhecido a qualquer coisa em especial? Álvaro de Campos ( Fernando Pessoa)
Gildo Fonseca.
Aí
de pé, a obra arquitetônica repousa sobre o solo rochoso. Este assentar
da obra extrai da rocha a obscuridade do seu suportar rude e, no
entanto, a nada impelido. Aí de pé, a obra arquitetônica resiste à
tempestade furiosa que sobre ela se abate, e, desta forma, revela pela
primeira vez a tempestade em toda a sua violência. Só o brilho e o
fulgor da rocha, que aparecem eles mesmos apenas graças ao Sol, fazem,
no entanto, aparecer brilhando a claridade do dia, a amplitude do céu, a
escuridão da noite. O erguer-se seguro torna visível o espaço invisível
do ar. O caráter imperturbado da obra destaca-se ante a ondulação da
maré e deixa aparecer, a partir do seu repouso, o furor dela. A árvore e
a erva, a águia e o touro, a serpente e o grilo conseguem, pela
primeira vez, alcançar a sua figura mais nítida e, assim, vêm à luz como
aquilo que são. Desde cedo, os gregos chamaram a este mesmo surgir e
irromper, no seu todo, a Φύσις [phýsis].
Martin Heidegger "Origem da Obra de Arte", p. 39. Lisboa: Edição Fundação Calouste Gulbenkian, 1998. Escultura: Fonte Netuno, por Bartolomeo Ammannati, em Piazza Della Signoria, Florença, Itália.
Compartilhado de Martin Heidegger in Art.
terça-feira, 16 de maio de 2023
segunda-feira, 8 de maio de 2023
Drummond fala daquilo que cada um de nós carece na cidade excessivamente iluminada: certa penumbra. Sabemos que o impossível de suportar, com Lacan, é o real- para o qual não existe significação. A penumbra é aquilo que tenta contornar o real, aquilo que ao mesmo tempo é borda, margem e litoral. Luz e sombra- o território enigmático entre palavras e imagens. O gesto entre a noite e o dia, o sonho, o silêncio, o ruído, aquilo que incomoda, desarticula, a pulsão, o vazio, o nada que mora dentro das coisas, o lusco- fusco do desejo. Bia Dia.
Um homem pode sobreviver a todos os seus amigos e parentes, enterrar aqueles que ele mais ama e levar uma existência solitária como um estrangeiro numa época estranha; mas não pode sobreviver a si mesmo e aos fatores internos de sua vida, e não pode enterrá-los, pois eles são seu verdadeiro eu e, assim, são inalienáveis.
Jung.
domingo, 7 de maio de 2023
Toda sedução é uma sedação, uma âncora, um caís, no caos volátil das buscas de entendimento. GF.
sexta-feira, 5 de maio de 2023
quinta-feira, 4 de maio de 2023
A ilusão em si...
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Relaxando...
"Meu psicólogo disse que estou com uma obsessão por vingança. Ele vai ver o que vou fazer com ele..."
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Ode ao ceticismo pirrônico. Evoé Pirro !!!
DÚVIDAS DAS CERTEZAS E CERTEZA DA DÚVIDA
Nietzsche já afirmava que “convicções são cárceres”. É cada
vez maior o antropocentrismo nas interações entre as pessoas. O olhar de cada
um, permeado pela momentânea auto importância, baseado na pretensa relevância,
intensidade e valoração dos fachos de luz que chegam às suas pupilas, determina
a sua “verdade”. Essa “verdade” que sempre orbita pela dimensão das circunstâncias
perceptíveis, pelos quadrados dos círculos morais de um determinado instante
existencial e tão fortemente influenciada pelas redes sociais, cria as “serras”
dos procustos individuais onde são cortadas todas as possibilidades daquilo que
não é compreendido pela consciência daquele que expressa esse seu “cais”, essa “verdade”,
repito, sempre lastreada na amplitude e circunstancial valoração daquilo que “vê”,
daquilo que “enxerga”, daquilo que “imagina”. Não nos esqueçamos que um ponto de vista é
apenas um ponto de vista de um ponto no plano de tudo aquilo que ainda é
desconhecido para a alma de cada um de nós. Contenhamos nossa pretensão de
possuirmos os parâmetros da verdade, a referência para todas as coisas. Isso
pode ser uma “verdade” apenas para nós mesmos e ainda assim sujeita a uma
próxima revisão com o passar das circunstâncias, com o passar de nossas
próximas experiências. Somos realmente absolutamente relativos pois a
relatividade reina, Absoluta, sob um véu, a ser descortinado cada vez que
respiramos, sonhamos ou "enxergamos". Gildo Fonseca.
domingo, 30 de abril de 2023
sábado, 29 de abril de 2023
Giacóia, sobre Nietzsche, direto na jugular da alma. Disse TUDO !!!
O insuportável não é só a dor, mas a falta de sentido da dor, mais ainda, a dor da falta de sentido.
Gildo Fonseca.
"Luz, mais luz..." Goethe, em seu leito de morte.




















