segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Construção e empatia

A partir da nossa tentativa de afirmação, geramos, com palavras, coisas e fatos, dores e prazeres ao delredor, e, na ressonância desse eco, encontramos companhia para o desterro de nossas almas confinadas no isolamento de cada identidade.
Conhecemos a dor e o prazer, pela ausência, ou presença, de nós, nos outros.
A alegria que geramos no outro, é nossa.
A dor que geramos no outro, é nossa.
Nosso é o "outro", assim como do "outro" somos "nós".
Talvez seja esse mais um significado do amor, uma construção perene, conjunta e interativa desses eternos bebês em crescimento contidos em todos nós, chamados de singularidades e que gritam pelo colo que só pode vir de Si mesmo, no outro.
Levantemo-nos e sigamos, em busca de nós, laços e afetos, suaves alentos, entre tantos rebentos... somos todos, só Movimento.
Gildo Fonseca.

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